A NÃO APLICAÇÃO DAS LEIS
Como dantes previsto e afirmado, graças à incansável luta na busca do
Direito e da verdade por nossos operadores do Direito, as vitórias dos
moradores de bairros urbanos e loteamentos informais, se multiplicam na
instancia máxima de nosso País (STJ).
A jurisprudência agora é definitiva. Embora alguns magistrados ainda relutem
em rever seus conceitos errôneos, embora alguns desembargadores ainda
estejam obstaculizando a subida dos processos ao Eg. Superior Tribunal de
Justiça, opondo o formalismo excessivo para manter a vaidade acima do bom
senso e da vontade popular, mesmo assim, tais obstáculos não tem sido
suficientes para que a verdade e a justiça triunfem.
Os inconformados, não se deram conta ainda que:
Pior que um País subdesenvolvido é o País que pensa que é desenvolvido.
Aqueles que apóiam a indústria da ilegalidade ou seja que dão força a estas
milícias tentando legalizar o crime com sofismas e entendimentos pessoais,
estão em verdade articulando contra nossa instituição de Direito. Ao final,
o Estado arcará com o delírio e o achismo promovidos por estas decisões.
Os prejuízos sofridos pelos moradores injustiçados por sentenças neológicas
e políticas, em verdade é o resultado da outorga do excesso de poder
concedido aos julgadores por nossos legisladores, resultando que ao final,
não conseguem administrar de forma pausada e serena os processos, devido ao
volume de ações postas à sua apreciação. Em verdade a culpa não é só do
Magistrado inexperiente, do desinformado do despreparado, mas sim do Sistema
que é desumano e submete o Juiz à inimaginável tarefa de decidir o destino
de um cidadão, com reflexos em sua estrutura familiar, como se tem
observado.
Razão pela qual, compete aos responsáveis pela manutenção do Estado de
Direito, a missão de sanear as barbáries que se tem observado. Assim, aos
que perderam suas ações, podem ainda reverter este quadro perante nossa
Instancia Máxima que é o Superior Tribunal de Justiça. Procure seu Direito,
não faça acordos,
resgate seu orgulho com a competente Ação para limpar a alma e a honra desta
verdadeira barbárie que se espalhou por todo o Brasil.
Porém, o que nos assusta não é a impositividade que pretende estas meras
entidades filantrópicas, que não podem prestar serviços mediante paga, que
não são tributadas, que não são regidas pelo Código de defesa do Consumidor,
que enriquecem a custa dos outros sem nada prestar ou direcionar ao morador,
o que nos assusta é a inatividade e o descaso de nossa Autoridade maior, bem
como o alto poder judiciário, que não assume a responsabilidade de parar com
estas indesejosas e ilegais ações, que não pune os operadores do Direito por
seus desacertos, pelo aborrecimento e dano que estão causando aos moradores.
Em verdade, a Lei é clara, o Juiz pode decidir uma questão conforme sua
convicção, porém somente pode assim proceder NA FALTA DE EXISTÊNCIA DE LEIS,
o que não é o caso dos moradores de bairro urbano, pois, existem dezenas de
Leis que amparam os seus mais básicos direitos, que são: o Direito de
propriedade, Direito Civil, Direito Comercial, Direito Tributário, Direito
do Consumidor, Direito Penal, Direito Constitucional, infraconstitucional e
etc.,
Ademais, estes julgamentos absurdos e temerários, poderão ocasionar Ações
regressivas contra o Estado e dependendo, até mesmo serem os Juizes,
protagonistas deste verdadeiro absurdo, responsabilizados pessoalmente
segundo o Código de Processo Civil vigente, por imperícia, negligência e
Imprudência no trato de seu mister.
Finalmente, esclareço que os Moradores que se sentiram prejudicados e foram
condenados injustamente a pagar estas associações que não são condomínio e
nem outro instituto de Direito que de legalidade a esta industria, procurem
um advogado especialista e resgatem ao final sua honra.
O Morador que Perdeu a Ação,
não deve desanimar, pois nem tudo está perdido, ainda podemos reverter a
injustiça que foi praticada contra seus Direitos mais fundamentais e
elementares. Aquele que teve seus bens penhorados, suas contas bloqueadas em
face do excesso de poder outorgado aos operadores da Lei, deve buscar o
entendimento de nossos Ministros, estes sim, a última fronteira do bom senso
e da dignidade do cidadão Brasileiro.
Dr. Roberto Mafulde – advogado