RIBEIRÃO PRETO ESTÁ ACORDANDO
Falsos condomínios

A Defesa Popular,
conforme
o Jornal Folha de São Paulo da cidade de Ribeirão Preto, 24/03/2010, tem
envidado esforços no sentido de demonstrar às Autoridades do Judiciário e do
Executivo local, o grande golpe que se promove contra os incautos cidadãos de
bem desta linda cidade. Moradores de bairros urbanos, que adquiriram seus
imóveis (livres e desembaraçados) sem qualquer ônus ou restrição, num loteamento
urbano, agora estão sendo “sitiados” contra a sua vontade, sob o manto da
“paranóia da segurança” ou da valorização imobiliária.
Segurança
é importante, não somos contra as associações legais, muito menos contra a
segurança, porém, somos contra a impositividade e a prepotência
de
algumas associações, que amparadas por influentes moradores, acham que podem
suprir as funções do Estado. Mesmo que aceitássemos estas utopias, se verifica
que as associações nunca revertem o que arrecadam em beneficio da comunidade que
dizem representar. Os excessos que são cometidos chegam ao limite da
permissividade, transformando bairros inteiros em verdadeiros Feudos, sempre
com a participação de autoridades que visam seu próprio bem estar, mas não o da
comunidade. No caso, como já se ouviu dizer, estas associações que se intitulam
condomínio, dentre ouros delitos considerados crimes, chegam ao ponto de cometer
o crime de “discriminação social” quando não incomum, a se ouvir: -
aqui
não é lugar de pobre, se não pode pagar as taxas, então mude-se! Nosso
Diretor jurídico que externou um parecer legal à reportagem foi procurado por
entidades civis e da imprensa internacional para saber o que a Defesa Popular
entende sobre a participação de Autoridades nestas industrias da ilegalidade. – O
Dr. Roberto Mafulde, especialista em Direito privado teceu as seguintes
considerações: - Alguns excessos foram cometidos por alguns influentes
moradores que reunidos, criaram uma espécie de clube elitizado e assim, pudemos
constatar ante aos contornos desta situação, que as decisões que são tomadas no
sentido de condenar moradores de bairros urbanos, traz à evidência um
instrumento que desafia o sentimento de
infalibilidade que “alguns magistrados” nutrem quanto a si próprios,
relutando em reconhecer que como seres humanos são passíveis
de erros, pois se não contarmos com a dignidade
de nossos juízes a lhes proporcionar altruísmo
suficiente à reformar injustiças que nasceram de
seu próprio labor, de nada adiantam as idéias até
aqui perseguidas.
Assim, a Defesa Popular prima pela aplicação do bom senso, pois as Leis já
existem, a Jurisprudência que conquistamos no STJ já existe, trata-se
apenas
de conscientização e moralização de nossa sociedade ordeira que clama por uma
Justiça “justa” e pela paz social. Afinal, como já dizia nosso colega e parceiro
Dr. Nicodemo, - Somos cidadãos! As autoridades e os desembargadores
deveriam ver o que fazem com o dinheiro que arrecadam dos moradores, pagamos
impostos, somos cidadãos.
Assim, o
que pretendemos passar à estas associações de moradores, que se intitulam
condomínio é que: - Se ilustrem, leiam mais, estudem o que podem fazer ou não, o
que é legal ou não, que deixem os moradores em paz, conquistem o morador com
benefícios e lutem pela comunidade que dizem representar, busquem perante a
Prefeitura e outros órgãos, melhorias para seu bairro, demonstrem aos moradores
com meios simpáticos que precisam de ajuda nas despesas, cobrem o poder público
para justificar o IPTU, não criem vultuosas despesas que não possam suportar,
não contratem, administradoras de condomínio, pois, “não combina”, afinal entidade
filantrópica não é empresa prestadora de serviços e as medidas que acham que
podem tomar contra a insegurança de nada adianta, tudo isto apenas gera despesas
que ao final não podem ser suportadas pelos idealizadores que querem transferir
estas obrigações (impondo) a quem sequer sabia da existência destas idéias.
Defesa Popular – lutando pela moralização social